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OLED com a Marca do Inmetro, experiência realizada pelo CeDO |
No Brasil, o Centro de Dispositivos Orgânicos (CeDO), um dos laboratórios da Divisão de Metrologia dos Materiais do Inmetro, desenvolve pesquisa metrológica em dispositivos orgânicos e também em óxidos condutores transparentes. O objetivo é desenvolver e caracterizar, do ponto de vista metrológico, dispositivos orgânicos para iluminação elétrica e pequenos mostradores, como no caso de backlight de celulares e módulos para iluminação de pequeno porte. Outro trabalho importante dos especialistas do CeDO é o desenvolvimento de sensores óptoeletrônicos que poderão ser utilizados em maior escala pela sociedade. O chefe do Centro, Marco Cremona, cita a célula solar e o fotodiodo como possíveis aplicações.
Cremona explica que os dispositivos orgânicos podem ser aplicados sobre suportes rígidos (vidros) ou em superfícies flexíveis (plásticos). Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, já foram lançados celulares com o display em OLED.
- Estamos desenvolvendo, em parceria com o grupo do professor Sidney J. L. Ribeiro, do IQ-UNESP de Araraquara, tecnologia para fabricar um OLED sobre uma membrana flexível que já existe comercialmente – produzida pelas bactérias acetobacter xylinum -, normalmente é utilizada como “pele artificial” em queimaduras do corpo humano. Este é o primeiro passo para desenvolver telas flexíveis e chegar num futuro próximo à televisão em OLED. A pesquisa no mundo está avançando rapidamente e o processo, para obter algum protótipo, deve demorar cerca de cinco anos e disponível no mercado, em torno de dez anos. Em relação às telas de cristal líquido, os dispositivos orgânicos têm cores mais vivas e brilho maior, e não precisam de backlight, explica Cremona.
Uma das ações importantes nessa área foi o I Workshop sobre Semicondutores Orgânicos Brasil-Reino Unido, realizado em setembro último, que trouxe ao Inmetro especialistas brasileiros e do Reino Unido. O evento foi promovido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) do Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com o Instituto, a Royal Society e a Embaixada Britânica, através do Ano Brasileiro-Britânico da Ciência e Inovação.
Como desdobramento desse workshop, está sendo elaborado um documento para servir de base para um acordo bilateral Brasil e Reino Unido, para troca de experiências científicas e tecnológicas e intercâmbio de profissionais. Elaboram o documento pelo lado brasileiro, Marco Cremona, e Roberto Faria, da USP, e do Reino Unido, Andrew Monkman, da Durham University. Esse documento será enviado aos Ministérios de Ciência e Tecnologia brasileiro e britânico.
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A equipe do CeDO, Cremona, Welber Gianini e Cristiano Legnani (foto) tem a parceria dos outros laboratórios da Dimat, na caracterização dos OLEDs |
Em maio do ano passado, o encontro científico Brazil Day, realizado na Royal Society em Londres, quando se definiu o Ano da Parceria Brasil-Reunido Unido em Ciência, teve o objetivo de aprimorar a cooperação bilateral, aprofundar o conhecimento recíproco das comunidades científicas e determinar as áreas para o trabalho conjunto, entre elas, meio ambiente, saúde animal, nanotecnologia, agricultura/biodiversidade e energias renováveis.
A delegação brasileira foi chefiada pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. E a delegação britânica, chefiada pelo conselheiro chefe para Assuntos Científicos do Governo britânico, David King.
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